Tireoide

  1. Hipertiroidismo

hipertireoidismo é um problema na tireoide (glândula que regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins), que se caracteriza pela produção excessiva dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).

 

O desencadeamento do hipertireoidismo pode ocorrer devido ao excesso de iodo que pode estar presente em alguns medicamentos, ao surgimento de nódulos na glândula, ao funcionamento mais acelerado da tireoide ou à ingestão dos hormônios da tireoide.
A incidência de hipertireoidismo é bem mais frequente na mulher do que no homem.

Diagnóstico de hipertireoidismo:

Através de exames de sangue, com a dosagem dos hormônios tireoidianos (T3 e T4, que ficam aumentados) e do hormônio que regula a tireoide, o TSH.

Causa:

Doença de Graves, que ocorre quando o sistema imunológico começa a produzir anticorpos que atacam a própria glândula tireoide.

Sintomas:

Doença de Graves ocorre nos olhos. Podem ocorrer sintomas e sinais oculares como dor na movimentação, fotofobia (incômodo com a luz), olhos vermelhos e saltados.

Nervosismo, ansiedade e irritação, assim como mãos trêmulas e sudoreicas podem ocorrer em pessoas com hipertireoidismo.

Perda de apetite, intolerância a temperaturas quentes, intestino solto, fraqueza nos músculos, queda de cabelo, perda de cálcio nos ossos, entre outros problemas.

Tratamento:

Deve ser acompanhado por um endocrinologista e a dosagem hormonal precisa ser checada periodicamente.

 

  1. Hipotiroidismo

hipotireoidismo é uma disfunção na tireoide (glândula que regula importantes órgãos do organismo), que se caracteriza pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). É mais comum em mulheres, mas pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, até mesmo recém-nascidos – o chamado hipotireoidismo congênito 1. Em recém-nascidos, o hipotireoidismo pode ser diagnosticado através da triagem neonatal, pelo “Teste do Pezinho”.

 


Diagnostico de Hipotiroidismo

Através de exames de sangue, com a dosagem dos hormônios tireoidianos (T3 e T4, que ficam diminuídos) e do hormônio que regula a tireoide, o TSH.

Causa:

Em adultos, na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto.

 

Sintomas:

Redução da performance física e mental do adulto, além de elevar os níveis de colesterol, que aumentam as chances de problemas cardíacos.

Depressão, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol no sangue.

Tratamento:

Uso diário de levotiroxina, na quantidade prescrita pelo médico. E os comprimidos são em microgramas, variando de 25 a 200, e não em miligramas como a maioria dos medicamentos. Por isso, a levotiroxina não deve ser manipulada, pois há chance de erro de dosagem e biodisponibilidade

Para reproduzir o funcionamento normal da tireoide, a levotiroxina deve ser tomada todos os dias, em jejum (no mínimo meia hora antes do café da manhã), para que a ingestão de alimentos não diminua a sua absorção pelo intestino. Outros medicamentos devem ser ingeridos pelo menos uma hora após a levotiroxina para não atrapalhar a absorção da mesma. 

Se estiver usando a medicação regularmente, e dessa forma mantendo os níveis de TSH dentro dos valores normais, quem tem hipotireoidismo pode levar uma vida saudável, feliz e completamente normal.

 

  1. Nódulo Tiroidiano.

Um dos problemas mais frequentes da tireoide são os nódulos, que não apresentam sintomas. Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. O que não significa que sejam malignos. Apenas 5% dos nódulos são cancerosos. O reconhecimento deste nódulo precocemente pode salvar a vida da pessoa e a palpação da tireoide é fundamental para isso. Este exame é simples, fácil de ser feito e pode mudar a história de uma pessoa. Uma vez identificado o nódulo, o endocrinologista solicitará uma série de exames complementares para confirmar a presença ou não do câncer.

 

Aprenda como fazer um autoexame de tireoide

O material necessário: Copo com água e um espelho (se possível, de cabo).

1. Segure o espelho e procure no seu pescoço a região logo abaixo do Pomo de Adão (popularmente conhecido como gogó). Sua tireoide está localizada aí.
2. Estenda a cabeça para trás para que esta região fique mais exposta. Focalize-a pelo espelho.
3. Beba um gole de água e engula.
4. Com o ato de engolir, a tiroide sobe e desce. Observe se há alguma protrusão ou nódulos na sua tiroide. Atenção: Não confunda a tireoide com seu Pomo de Adão. Repita este teste várias vezes até ter certeza.
5. Ao notar protrusões, procure seu endocrinologista.

 

  1. Câncer de Tireoide:

Câncer de Tireoide é o quinto tipo de câncer mais comum nas mulheres e o décimo sétimo mais prevalente nos homens. De curso clínico indolente, apresenta uma boa evolução e resposta satisfatória ao tratamento na maioria dos casos.

Embora seja três vezes mais frequente nas mulheres, a doença afeta também os homens. Nas mulheres, a fase de maior risco é no período reprodutivo.

Fatores de risco:

Histórico familiar de câncer de tireoide e a exposição à radiação.

Em termos de prevenção, o exame clínico é o mais importante, seguido, quando necessário, de ultrassonografia.

Não existe a recomendação para ultrassonografia de rotina para o rastreio da doença em todas as pessoas.

Quando identificado um nódulo na tireoide, nem sempre é necessária a realização de punção ou biópsia. A indicação depende das características clínicas e da ultrassonografia.

Na dúvida sobre a possibilidade de malignidade ou benignidade recomenda-se uma punção, realizada por meio de uma agulha fina, aplicada diretamente no nódulo. O procedimento é simples e pouco doloroso. É retirada menos de uma gotinha do nódulo para que seja averiguado o diagnóstico. A punção do nódulo deve, preferencialmente, ser guiada por uma ultrassonografia.

 

Tipos de câncer de tireoide:

  1. Papilífero (o mais comum e menos agressivo),
  2. Folicular (também pouco agressivo),
  3. Medular e
  4. Anaplásico (bem agressivo e raro, que costuma ter uma sobrevida curta de 6 meses a 1 ano, mas geralmente acomete pessoas mais idosas).

 

Tratamento:

Necessário que seja feita uma cirurgia para a retirada total ou parcial da glândula da tireoide, chamada de tireoidectomia.

O uso de hormônio tireoidiano, ou levotiroxina (T4), também faz parte do tratamento. Em alguns casos específicos é preciso complementar o tratamento cirúrgico com iodo radioativo.

A terapia do hormônio tireoidiano após a operação deverá focar em evitar que o nível do TSH se eleve e que se mantenha em níveis recomendados (em inglês é chamado de hormônio estimulador da Tireoide). 

 

 

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